Balbina – Variedade e muita ação próxima a Manaus.

Inaugurada no final da década de 80, com um lago com 2.360 quilômetros quadrados e mais de 700 ilhas, a Usina Hidrelétrica de Balbina está localizada no rio Uatumã (Bacia Amazônica) no municipio de Presidente Figueiredo, no estado do Amazonas.

Nossa aventura começou a partir de São Paulo com destino ao aeroporto internacional Eduardo Gomes em Manaus, onde já estava a nossa espera o Sr. Jeff proprietario da pousada ilha do Jeff onde ficamos hospedados, nosso objetivo  era o vilarejo conhecido como Rumo certo, distante apenas 174 de Manaus por estrada pavimentada, que foi  percorrido em menos de duas horas, com muita segurança e troca de informações entre todos, Assim que chegamos as margens da represa já avistamos nossas respectivas embarcações, onde eu, meu parceiro de pescaria Herman (Hermannautica) e mais dois amigos o José e seu filho Renato frequentadores de nossa loja, iriamos passar a maior parte do tempo.

Nossos guias já estavam preparados, o Roni  guia de minha embarcação se mostrou todo tempo atencioso, cuidadoso e pronto a ajudar e olha que não é facil pilotar o barco por entre inumeras arvores, e o que mais me surpreendeu foi a habilidade do guia com o remo, em Balbina por conta das inumeras estruturas não é comum o uso do motor elétrico.

Para chegarmos até a  Ilha do Jeff,  percorremos mais 20 minutos de barco,  alêm da paisagem maravilhosa, o nascer do sol é indescritivel. Na chegada a pousada fomos recepcionados pelos funcionários que com muita competência e atenção nôs proporcionaram quatro dias de muita alegria, principalmente pelo café da manhã e o jantar saboroso, chegando até a atender meu pedido para desgustar um Pirarucu, que deixou todos com agua na boca.

Neste dia após o café da manhã, montamos nossos materiais”que não eram poucos” separamos nossa caixa de iscas artificiais e saimos para nossa batalha com os verdadeiros donos do lago, os tucunarés açus que podem passar dos 6 kg e os pacas que chegam a pesar até 4 kg, varias outras espécies são encontradas na represa, entre elas estão, trairas , Piranhas Pretas “dão medo de tão grandes” e o Aruanã que com seus saltos acrobáticos visitava nossas linhas proporcionando shows a parte.

A parte da manhã foi para descobrir-mos os locais onde os peixes estavam caçando e as iscas que surtiriam mais efeito.

Com o sol escaldante do meio dia “ por sinal mais de 40 graus” era hora da parada para o almoço, onde degustamos debaixo da sombra das arvores e no melhor estilo da região, um Tucunaré assado a beira do lago, e para acompanhar uma farofa que só existe por lá e o arroz que por vezes era deixado de lado, para comermos mais peixes, lembrando que para o almoço captura-mos peixes de até no máximo 1 kg.

No decorrer dos outros dias já sabendo os pontos onde os peixes caçavam e as iscas que mais atraiam os peixes, a captura foi facilitada e na contagem final de cada dia, mais de 60 peixes eram embarcados e soltos.

Os tucunarés de grande porte são encontrados com frequencia por lá,  e por algumas vezes chegaram a tomar linha da carretilha com freio travado, enroscando a isca nos troncos e deixando nossas garatéias abertas,  a quantidade de cardumes encontrados tambem era grande proporcionando tantas ações que por vezes cardumes de tucunarés pacas menores eram deixados para traz para irmos a procura dos bichões.

Em quatro dias de pescaria posso dizer que ficou um gostinho de quero mais, não só para mim, mas para todos os amigos que acompanharam esta empreitada a Balbina, sonho mais que realizado em todos os sentidos da palavra, fomos embora deixando para traz não só os Tucunas mas tambêm um paraiso, que se continuar protegido, continuará sendo um ótimo roteiro para pescadores do Brasil inteiro.

Dicas:

O sol é escaldante, leve protetor solar com maior fator de proteção.

As chuvas da tarde são constantes, capa de chuva se faz necessário.

Pelas muitas estruturas existentes na represa, a navegação se torna perigosa, para sua segurança utilize o colete salva vidas enquanto estiver navegando.

As iscas médias foram as que mais funcionaram nesta pescaria, e por vezes os peixes maiores entravam em iscas de meia agua, sempre com barbelas curtas para que não enroscassem.

As ilhas com capim e troncos são os pontos mais frequentados pelos guias da região e são os locais que mais capturas realizamos, não direcione seus arremessos somente para as margens, arremesse para o meio do lago, os troncos submersos escondem verdadeiros monstros amarelos.

Material:

Utilizamos carretilhas que comportam 100 metros de linhas de multifilamento de 50 libras, varas de 5’6 pés (1,68), lider de 35 ou 40 libras de fluorcarbono.

Denis Garbo

 

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“Entre safra” – Entre os dias quentes e frios

Saindo dos dias quentes e entrando nos frios, a pesca no mar fica um pouco confusa. Os peixes grandes não aparecem com freqüência e um dia que a pescaria tem tudo para ser a melhor, só aparecem peixes pequenos. Nas nossas caixas de iscas, o que reina são as iscas para as anchovas, olhetes, sororocas entre outros peixes grandes cobiçados. E se o mar não está nos dando peixes grandes? Essas iscas não vão pegar quase nada… Entra em cena as iscas ultra-lights (extra leves) para garantir a diversão. Essas iscas não passam de 5 centímetros e pesam até 7 gramas.

O equipamento indicado para esta pescaria consiste em um conjunto de molinete 1000, varinha de 8 libras de 7 pés e linha Squidgy Braid de 6 libras da Rapala com líder de 16 libras e snap. Procure varas maiores, a partir de 6 pés, lembrando que quanto maior a vara e mais fina a linha, mais longos serão os arremessos.

O local da pescaria é a região costeira das praias. Procure arremessar bem perto das pedras trabalhando a isca na meia água ou bem rente as pedras do fundo. As iscas indicadas são as de barbelas longas, como a Storm (DBTS 04), que alcançam maiores profundidades, capturando mais diversidade de espécies. Podem ser usadas também iscas que afundam (sinking), como a Mini Fat Rap. Essas de ação sinking, por serem mais pesadas, alcançam maiores distâncias no arremesso, possibilitando chegar mais perto das pedras, sem que o barco se aproxime tanto.

O trabalho mais indicado é o de ponta de vara, ou seja, após o arremesso, dê pequenos toques de ponta de vara para que a isca se movimente rápido e em seguida tenha uma parada. Isso pode ser rápido, com paradas mais longas ou bem rapidinho quase sem parar

As cores preferidas dos peixes de águas salgadas, são as verde-limão, cor de rosa, amarelas, cromadas e brancas. Claro que isso não é regra, podendo servir outras cores. Uma outra isca espetacular é o grub de 4 polegadas com jig head da Storm de 7 gramas. Os de cores brancas deram maiores resultados, pegando até robalos debaixo dos barcos atracados nas marinas. Nestes casos de marinas, arremesse o mais próximo dos barcos ancorados, deixe a isca afundar um pouco e comece a trabalhar a isca com a ponta da vara para cima e dê toques com a ponta da vara. Com esse equipamento e essas iscas, a pescaria se torna bem divertida, podendo pegar um grande numero de espécies e exemplares.

Os peixes que podem ser capturados nesse sistema são: badejo, garopa, ubarana, agulha, xarelete, robalo, sargo, salema, cioba entre outros peixes que vivem perto das costeiras, lages e parceis. Lembre-se que no meio destes pequenos, às vezes entra o grande. Prepare-se para a briga…

 

 

Texto: Roberto Conti

Fotos: Jum Tabata e R. Conti

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Brasil nos Jogos Mundiais de Pesca

Oito capixabas irão representar o Brasil na modalidade de pesca oceânica

Os atletas do Iate Clube do Espírito Santo (Ices) embarcaram na última quinta-feira, para representar o Brasil nos III Jogos Mundiais de Pesca, que serão realizados nos próximos dias 28 de agosto e 3 de setembro, em Óstia, na Itália. A equipe de Vitória foi convidada pela Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS) para disputar a competição na modalidade Big Game, conhecida como Pesca Oceânica.

Na categoria de pesca oceânica o Brasil será representado por duas equipes, ambas capixabas e atletas do Ices, dão eles: José Luiz Frisso, Rodrigo Macedo Haje Silva, Rogério Zamperlini, Aníbal Abreu integram a equipe verde, e Geraldo Carneiro, Lélio Furno Junior, Luiz Augusto Suzano da Silva, Alverti ButeriJ, a Amarela.

Os comandantes e pescadores apostam na experiência com os tipos de peixes que habitam a região. Atum, Dourado, Bonito e Albacora, comuns em Óstia, que também são encontrados em sua maioria no litoral do Espírito Santo. Para o diretor de pescs do Clube, Rodrigo Haje, esse campeonato é um desafio para os participantes. “Independente da modalidade de pesca, acredito que fazer parte do time que representará o Brasil já é uma grande honra”, comentou.

A grande diferença que os atletas capixabas irão encontrar é o local a ser pescado. “Aqui podemos escolher os melhores pontos. Mas na Itália, o local que cada equipe irá competir será definido por sorteio”, disse o pescador Rogério Zamperlini.

Essa será a terceira edição do maior torneio de pesca do mundo. Em 2000, a competição também foi realizada na Itália e em 2006, a sede foi em Portugal. De acordo com a com federação Internacional de Pesca Esportiva, mais de 5 mil atletas, de 65 países, vão disputar a competição em 25 categorias.

Durante o campeonato a CBPDA irá pleitear a realização dos próximos jogos no Brasil, previstos para 2014. “Caso o País conquiste o direito de realizar a competição, o Ices largará na frente como candidato à sede da modalidade de Pesca Oceânica”, ressaltou o comodoro do Iate, Geraldo Carneiro.

O Brasil será representado nas modalidades: Embarcada de Fundo (Água Salgada), Pesca Oceânica, Truta com Iscas Artificiais, Truta com Iscas Artificiais (Água Doce), Lançamento, Praia Masculino e Praia Feminino.

Fonte site: revista pesca esportiva

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